QUEM SOMOS

 FUNDAÇÃO DO PPD/PSD

Em 6 de Maio de 1974 Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota anunciam publicamente a formação do PPD – Partido Popular Democrático. Em 15 de Maio é inaugurada a primeira sede do Partido, no Largo do Rato em Lisboa.

No dia 24 de Junho é formada a primeira Comissão Política: Sá Carneiro, Francisco Balsemão, Magalhães Mota, Barbosa de Melo, Mota Pinto, Montalvão Machado, Miguel Veiga, Ferreira Júnior, António Carlos Lima, António Salazar Silva, Jorge Correia da Cunha, Jorge Figueiredo Dias e Jorge Sá Borges.

Nasce o Povo Livre que publica o seu primeiro número em 13 de Julho de 1974.

Realiza-se o primeiro grande comício do PPD no Pavilhão dos Desportos em Lisboa a 25 de Outubro. No mesmo Pavilhão, um mês depois, reúne o 1º Congresso do Partido. No dia 17 de Janeiro de 1975 são entregues 6300 assinaturas para a legalização do Partido no Supremo Tribunal de Justiça.

O Supremo Tribunal legaliza o PPD em 25 de Janeiro de 1975.

 

SÍMBOLO DO PSD

1. O nascimento de um símbolo

Tal como outros movimentos, também os partidos sociais-democratas adoptaram, desde o início, diversos símbolos exteriores que pudessem, de forma rápida, sugestiva e uniforme identificá-los perante o maior número de pessoas.

Assim, durante muitos anos, o Partido Social-Democrata Alemão serviu-se largamente de diversos símbolos, entre eles a bandeira encarnada e o cravo vermelho na lapela.

Mas um novo símbolo, forjado na luta contra o totalitarismo, estava destinado a sobrepor-se aos restantes.

A descoberta, em 1931, de um feroz programa de repressão que os nazis pretendiam aplicar na Alemanha, quando conquistassem o poder, através das famigeradas S.A. (Secções de Assalto), provocou grande agitação entre a população trabalhadora e o seu partido: o SPD (Partido Social-Democrata Alemão).

Poucos dias depois, em Heidelberg, uma das muitas cruzes suásticas que já então os nazis reproduziam em grande quantidade nas paredes das cidades alemãs, apareceu cortada por um traço grosso de giz branco. Certamente algum trabalhador, cujo nome para sempre ficará ignorado, ao ver o símbolo odiado das forças totalitárias, não se pôde conter e resolveu espontaneamente riscá-lo.

Em pouco tempo, os sociais-democratas lançaram-se por toda a cidade à destruição das cruzes fascistas. Segundo um testemunho da época, à palavra de ordem: “Ao combate, rapazes, cortai o monstro de garras com uma flecha, com um raio!”, o traço tomou-se flecha, e os militantes passavam as noites num verdadeiro delírio. “Os adversários sentiram, imediatamente, que alguma coisa ocorria na cidade, abriram os olhos; novas cruzes gamadas apareceram, logo em seguida riscadas pelos sociais-democratas. Os hitlaristas estavam furiosos… Uma curiosa guerrilha explodiu na cidade”.

Após uma semana de luta de símbolos, sobre os muros da cidade, o momento esperado chegou: a proporção entre o número de cruzes riscadas e inteiras cresceu a favor dos sociais-democratas. Três semanas haviam decorrido. Muitos militantes reconheciam com entusiasmo: “É extraordinário! Cada vez que se vê na rua um signo inimigo riscado, aniquilado, sente-se que um choque interior: os nossos homens passaram ali, estão activos, lutam de facto!”.

Entretanto e para alcançar, pela repetição, uma melhor eficácia e acentuar a ideia colectiva do movimento, a seta multiplicou-se por três.

Assim nasceram pois as três setas da social-democracia-expressão da luta contra o fascismo.

2. Significado do símbolo

Nascidas espontaneamente na luta dos militantes sociais-democratas contra o nazismo, as setas da social-democracia exprimiam muito bem a aliança entre as organizações dos trabalhadores, reunidas na Frente de Bronze, a grande organização de luta anti-nazi criada pelo Partido Social-Democrata Alemão: o próprio Partido (SPD); os sindicatos; a organização “Bandeira do Reich” com as organizações desportivas de trabalhadores.

As setas simbolizavam, portanto, os três factores do movimento: o poder político e intelectual, a força económica e a força física.

O seu paralelismo exprimia o pensamento da frente unida: tudo devia ser mobilizado contra o inimigo comum o nazismo.

O símbolo dos sociais-democratas espalhou-se depois largamente: era dinamico e ofensivo, significava o avanço do Povo para um futuro novo e diferente. Traduzia bem de acordo com o pensamento de Eduard Bemstein, a importância fundamental do movimento, das conquistas sucessivas e progressivas realizadas por via democrática.

Lembrava aos sociais-democratas as qualidades fundamentais que lhes eram exigidas: a actividade, a disciplina e a união.

Ao símbolo do nosso Partido, as três setas, foram sucessivamente atribuídos outros significados que correspondem, na realidade, às linhas fundamentais do programa do PPD.

As setas representam os valores fundamentais da Social-Democracia: a liberdade, a igualdade e a solidariedade; mostram que a democracia só existirá verdadeiramente se for simultaneamente política, económica e social.

Finalmente, as cores simbolizam movimentos e correntes de pensamento que contribuíram para a síntese ideológica e de acção da Social-Democracia: a negra, recorda os movimentos libertarias do século passado, vermelha, lembrando as lutas das classes trabalhadoras e dos seus movimentos de massa, e branca, apontando os valores do homem, a tradição Cristã e humanista da Europa consubstanciada no Personalismo.